sábado, 17 de outubro de 2009

sábado, 27 de junho de 2009

Abandono

Até quando vamos suportar o abandono da infância, desfavorecida pelo abandono dos próprios pais, da sociedade, que até num engano, ainda contribuem mais para o aumento desta população, através dos óbolos hipócritas, donativos de migalhas insignificantes e ineficazes para o problema que se avoluma mais e mais diante dos nossos olhos, ao invés de combater com as armas que nos tiver ao alcance? Aí imaginemos cada uma contribuição possível de ser doada; doação eficaz e sincera, através de um trabalho a longo prazo, mas que cresça a medida que o tempo comece a amadurecer nossa atitude.

Porém, o trabalho de maior vulto e responsabilidade, deve, sem dúvida alguma, ser elaborado pelas autoridades governamentais, sejam elas quais forem, a qual partidos pertençam, não com o cunho eleitoreiro e temporário, como estamos acostumados a assistir, como um filme de vídeo ja redecorado e revisto por diversas vezes e em que já sabemos o epílogo, mas sim com a razão e sinceridade do nosso acto.

As perguntas que nao se calam são:

•Como assistir inerte, já que não há atitude alguma, proporcional, eficaz, inteligente e verdadeira, contra o abandono e as intempéries, a que está exposta esta infância que será os "homens e mulheres" de amanhã?
•Como podemos acabar com este filme diário e repetitivo de meninos vendedores, equilibristas, lavadores de vidros ou, pura e simplesmente, pedintes? (A maior parte já entregue aos vícios mais degradantes como os tóxicos e a protituição).
•Como conter e evitar a pedofilia, um assunto tão em pauta nos nossos dias, de mentes naturalmente portadoras de desejos doentios, desiquilibrados e esdrúxulos que podem contar com o abandono como um aliado para os seus tenebrosos fins?
•Como ensinar a pescar e não dar o peixe, como apregoam algumas denominações religiosas, se o que eles primeiro precisam é de um abrigo, comida, amparo, cura física, para depois então poderem assimilar qualquer ensinamento ou dogma?

Temos que olhar com carinho e interesse para este assunto, para estas vidas, para que no futuro não venhamos a nos penalizar pela patente inércia e desinteresse.